São Domingos, um Município com História

Clemente Delgado Garcia

Biografia
  • Clemente Delgado Garcia, nasceu em 5 de Maio de 1972.
  • Pós-Graduação em Direito e Segurança pela fundação Direito e Justiça e o Instituto Superior de Ciências Juridicas e Sociais de Cabo Verde, 2008.
  • Mestrado em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa (Faculdade de Filosofia) Braga, 2012.
  • Doutorando em Filosofia Social e Política pela Universidade do Minho - Portugal, 2005.
  • Foi Professor de Filosofia do Ensino Secundário na Escola Secundária "Fulgêncio Tavares" São Domingos, de 1998 a 2006.
  • Leccionou Filosofia Política Contemporânea no Curso de Filosofia e Relações Internacionais na Universidade Pública de Cabo Verde, de 2012 a 2013.
  • Leccionou Filosofia Social e Ética Pós-Moderna no Curso de Pós-Graduação em Ética e Filosofia Política na Universidade Pública de Cabo Verde, em 2015.
  • Foi Vereador na Câmara Municipal de São Domingos.
  • Foi Deputado no Parlamento Cabo-verdiano, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do MpD, Vice-Presidente da Rede Parlamentar para a População e Desenvolvimento, Membro efectivo da Comissão especializada da Educação, Juventude, cultura e Desporto no Parlamento Cabo-verdiano e Membro do Parlamento da CPLP
 
Este é o seu primeiro mandato á frente da Câmara Municipal de São Domingos.
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Gabinete de Apoio ao Presidente da Câmara Municipal e Vereadores
Gabinete de Estudos, Planeamento do Desenvolvimento Municipal, Concepção e Coordenação da Implementação de Projectos
Gabinete de Cooperação, Emigração, Migração e Desenvolvimento Económico
Gabinete de Segurança Pública e Protecção Civil
Gabinete de Comunicação/imagem e Informática                                                                                 

 

Direcção de Recursos Humanos
Secretaria Municipal e Delegação Municipal
Direcção de Ordenamento do Território e Serviços Urbanos
Direcção de Cultura, Juventude, Desporto, Educação e Formação Profissional
Direcção de Promoção Social e Condição Feminina
 
Gabinete de Auditoria Interna
  • História e Geografia
  • Cultura
  • Desporto
  • Educação
  • Turismo
  • 7 Maravilhas
  • Festas Populares
  • Apoio ao Emigrante
  • Galeria de Fotos

HISTÓRIA E GEOGRAFIA

Localizado na parte Sudeste da Ilha de Santiago, o Município de São Domingos estende-se por um território de 134,6 Km2, ocupando uma área que corresponde aproximadamente a 13,6% do território da ilha e a 3,3% do território nacional, que se alonga do litoral para o interior da ilha e alberga uma população residente de aproximadamente 17 mil habitantes. Apenas 18,7% da população do Município reside no espaço com características urbanas mínimas. As suas duas Freguesias são constituídas por 2.693 agregados familiares, 49,9% dos quais são dirigidos por mulheres chefes de família.

O Município de São Domingos confronta-se a Sul com o Município da Praia, a Sudoeste com o Município da Ribeira Grande de Santiago, a Norte com o Município de São Lourenço dos Órgãos, a Nordeste com o Município de Santa Cruz e a Leste com o mar.

O interior é mais montanhoso com fortes pendentes, incluindo inúmeras linhas de água em vales profundos e estreitos que se vão abrindo, formando zonas mais ou menos planas à medida que se aproximam do litoral.

As localidades de Ribeirão Chiqueiro, Milho Branco e Várzea da Igreja, com maior densidade populacional e com algumas características urbanas, são consideradas o “Espaço Central de São Domingos” pelo respectivo Plano de Desenvolvimento Urbano, sendo as demais comunidades muito dispersas. Observam-se nesse corredor formas de povoamento de génese linear (edifícios que se estendem ao longo das estradas e caminhos municipais). Nas outras localidades se regista um povoamento de génese difusa (edifícios muito afastados uns dos outros mais ou menos próximos de caminhos municipais).

História de São Domingos

O Concelho de São Domingos foi criado através da lei n.º 96/IV/93, de 13 de Dezembro, com uma extensão territorial de 134,6 Km², que corresponde aproximadamente a 13,6% do território da Ilha e a 3,3% do território nacional.

Está localizado a Sudeste da Ilha de Santiago, confrontando com Oceano Atlântico a Leste, Municípios da Praia ao Sul, Santa Cruz ao Norte, Ribeira Grande de Santiago ao Oeste e São Lourenço dos Órgãos ao Noroeste.

Foi elevado à categoria de Cidade pela Lei nº 77/VII/2010, publicada no Boletim Oficial de 23 de Agosto de 2010.

São Domingos possui uma população de aproximadamente 17 mil habitantes (eram quase 14 mil no Censo de 2010), distribuídos em duas Freguesias com 27 localidades.

   

CULTURA

O concelho de S. Domingos é reconhecido pelo seu artesanato mas também pela intensa actividade cultural, dispersa por várias localidades. Não fosse o município onde nasceu nomes sonantes da cultura musical cabo-verdiana, tais como Fulgêncio Tavares (Ano Nobo); Gregório Vaz (Codé di Dona), António Vaz Cabral (N'Toni Denti D'Oru), Pedro Mendes Sanches Robalo (Manu Mendi), ou Manel di Candinho sendo, por isso, um palco cultural por excelência.
Os seguidores desses percursores mantêm uma cultura viva com grupos culturais de grande actividade, tanto em Praia Baixo, como em Água de Gato, Várzea da Igreja, Rui Vaz ou Loura, entre outros. O dinamismo destes grupos demonstra o potencial do turismo rural que o Concelho pode proporcionar, nas diversas comunidades. O enquadramento das aldeias num programado roteiro turístico, com a promoção das manifestações tradicionais, como a música, o teatro e a culinária, são aspectos fundamentais, das potencialidades do Município que o tornam num dos pontos mais atractivos da ilha.

Artesanato
Como se sabe, o artesanato de S. Domingos é bastante apreciado não só pelos nacionais, mas também por quem nos visita. Começa a ser conhecido além fronteiras, com a exposição de peças na Mostra de Artesanato que anualmente decorre em Barcelos (Portugal), a maior autarquia portuguesa e com um acordo de geminação com S. Domingos. O antigo Centro de Artesanato e Olaria vai conhecer um novo impulso com a criação da Escola de Artes, Ofícios e Negócios, a inaugurar nos próximos tempos.
Mas S. Domingos tem se destacado também nas rendas, bordados e na pintura. E neste último caso destacam-se duas jovens, as irmãs Ana Lina e Eunice Paiva, residentes em Milho Branco, já com uma vastíssima obra exposta.

Gastronomia
A cozinha é também muito apreciada por aqueles que exigem refeições exóticas e saborosas. Quem nunca foi ao Restaurante da Chinda, na Várzea de Igreja, deliciar-se com um frango di terra ou então comer galinha-do-mato (conhecida no interior como ‘pelada’), feita com requinte e tempero? Ou uma boa caldeirada de peixe, da Celina, em Praia Baixo, (exímia no preparo da moreia frita).
O pastel de milho de S. Domingos dispensa qualquer apresentação. De passagem de ou para o interior de Santiago, a paragem é obrigatória na Titina e na Carlita. Pelo caminho, o dever de chegar ao destino vence a vontade de voltar, para saborear mais um pastel.
Para quem quiser pratos variados, o clima ameno do Rui Vaz e a tranquilidade da Quinta da Montanha são ingredientes para um dia em cheio, com os buffets servidos aos fins-de-semana, à hora do almoço.
Já que falamos em sabores, porque não experimentar os licores produzidos localmente e que já são imagem de marca do concelho. E a doçaria?

Festas de Romaria
As festas religiosas têm normalmente uma atracção lúdica que lhe são associadas. Caso da Virgem da Candeias, festejada a 2 de Fevereiro, também conhecida como “Febreru”, São Nicolau Tolentino, N. Sra Estrela do Mar e N. Sra da Luz, entre outras. O lado profano da festa traz consigo sempre a música, a dança, para dar mais brilho ao momento que atrai os filhos da terra, mesmo daqueles que se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo, na nossa Diáspora, e que aproveitam as festas populares para matar saudades da família.

Mas a celebração das festas religiosas começam quase sempre com a missa ou uma procissão em honra ao Santo. Em S. Domingos, as celebrações da Purificação do Menino, Febreru (a 02 de Fevereiro) foi sempre marcada com a presença do Bispo da Diocese de Santiago.

Para assinalar o Dia do Município, a Câmara Municipal local organiza regularmente actividades culturais, desportivas e recreativas. O concelho conhece enorme movimento de jovens, desportistas, artistas e artesãos. O Festival de Música de Praia Baixo começa a deixar marcas nos foliões de todos os concelhos de Santiago que afluem ao local para passar momentos de lazer e convívio. A presença do batuque é obrigatória, não fosse S. Domingos um concelho com vários grupos de batucadeiras, reconhecidos pela sua qualidade cujo expoente máximo é N’Toni Denti D’Oru.

Só que S. Domingos começa a deixar marcas através de uma nova forma de manifestação cultural: o Carnaval. De ano para ano, assinala-se uma melhoria considerável em termos de qualidade, não só dos andores mas também de organização. Em 2011, foram oito os grupos carnavalescos com centenas de figurantes a desfilarem pelas ruas da Várzea de Igreja.
Todos esses aspectos culturais fazem com que S. Domingos seja um ponto de referência e de atracção turística na ilha de Santiago. O calendário anual dessas festas inclui, as mais conhecidas:

2 de Fevereiro: A Virgem das Candeias ou Candelária, também conhecida como a Festa de Fevereiro de São Domingos

13 de Maio: Nossa Senhora de Fátima, celebrada pela comunidade de Milho Branco;

Último domingo de Junho: Nossa Senhora da Estrela-do-Mar na comunidade de Praia-Baixo, na orla marítima;

8 de Setembro: Nossa Senhora da Luz, Santa Padroeira da Freguesia do mesmo nome, com sede na Baía de Alcatrazes;

10 de Setembro: Dia de São Nicolau Tolentino, Santo Padroeiro da Freguesia do mesmo nome, cuja sede é a cidade de São Domingos.

DESPORTO

Como se sabe, São Domingos fazia parte do Concelho da Praia até a criação do Município em 1994. Ainda hoje as influências da cidade-capital sobre os modelos de desenvolvimento que norteiam todos os sectores da vida económica e social no nosso município são enormes. Tanto mais que as equipas federadas em várias modalidades continuam a fazer parte da região desportiva de Santiago-Sul.

O desporto em São Domingos tem uma longa tradição. E nada melhor do que os veteranos, os mais velhos e pessoas com idoneidade para falarem do assunto. Graças ao testemunho de muitos deles, ainda hoje se fala do famoso estádio de “Figueirona” em Nora, no local onde actualmente se encontra um “trapiche”. No Campo de Lém Lopes em Várzea da Igreja, no local onde se encontra actualmente a Pousada Bela Vista, ou no campo em Várzea da Igreja, precisamente onde foi construído o edifício dos Paços do Concelho; os campos de Tenda, João Garrido, Fontes, Milho Branco e Praia Baixo entre outras localidades do Concelho, tal era o dinamismo do futebol de 11 de antigamente.

Contam os veteranos que, para além do futebol de onze, havia também quem praticasse o pugilismo (boxe). O treinador era o Sr. Augusto Cabral, vulgo “Pachinho” e o “tatame” ou ringue, era o mercado de Várzea da Igreja. Com ele praticaram o boxe os senhores António Soares, (Ntoni Soares), professor Quintino Ribeiro (Mocho Ribeiro), Fulgêncio da Circuncisão Lopes Tavares, (Ano Nobo), Domingos Vaz de Carvalho (Chelo), Fernando Pinto (Nandi Pinto) de Lém Lopes, entre outros rapazes da praça.

Mas nessa época o que estava na voga mesmo, era o desporto-rei, tanto mais que os talentosos craques da bola não deixaram se levar pelo pugilismo; os seus créditos não ficaram em mãos alheias.

Assim, o Sr. Augusto Cabral percebeu que seria mais vantajosa a projecção das potencialidades que havia em futebol daquelas que havia no pugilismo. Fundou uma associação desportiva chamada “Club North Team” para competir com as grandes equipas da capital. Com tantas derrotas sofridas, quase sem apoios, os jogadores desmotivaram-se e a equipa acabou por desmoronar-se.

Mesmo assim, o treinador não baixou os braços. Em 1949, “Nho Pachinho” passou a apoiar uma equipa fundada em 1948 por alguns veteranos nomeadamente: António Cabral (Ntony Denti D’ Oro), Domingos Vaz de Carvalho (Chelo) que jogava a guarda-redes, defesa e depois passou a locutor usando um altifalante de pilhas; Joaquim Mendonça, Tchico Lacha, Abraão Leal (Lulu Barreto) que era guarda-redes, Rodrigo de João Garrido, Nicolau Vaz de Carvalho (Culau di Nha de Sena ou Culau de Gina), Mário (Mário Djondalia de João Garrido), entre outros.

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DESPORTO

Como se sabe, São Domingos fazia parte do Concelho da Praia até a criação do Município em 1994. Ainda hoje as influências da cidade-capital sobre os modelos de desenvolvimento que norteiam todos os sectores da vida económica e social no nosso município são enormes. Tanto mais que as equipas federadas em várias modalidades continuam a fazer parte da região desportiva de Santiago-Sul.

O desporto em São Domingos tem uma longa tradição. E nada melhor do que os veteranos, os mais velhos e pessoas com idoneidade para falarem do assunto. Graças ao testemunho de muitos deles, ainda hoje se fala do famoso estádio de “Figueirona” em Nora, no local onde actualmente se encontra um “trapiche”. No Campo de Lém Lopes em Várzea da Igreja, no local onde se encontra actualmente a Pousada Bela Vista, ou no campo em Várzea da Igreja, precisamente onde foi construído o edifício dos Paços do Concelho; os campos de Tenda, João Garrido, Fontes, Milho Branco e Praia Baixo entre outras localidades do Concelho, tal era o dinamismo do futebol de 11 de antigamente.

Contam os veteranos que, para além do futebol de onze, havia também quem praticasse o pugilismo (boxe). O treinador era o Sr. Augusto Cabral, vulgo “Pachinho” e o “tatame” ou ringue, era o mercado de Várzea da Igreja. Com ele praticaram o boxe os senhores António Soares, (Ntoni Soares), professor Quintino Ribeiro (Mocho Ribeiro), Fulgêncio da Circuncisão Lopes Tavares, (Ano Nobo), Domingos Vaz de Carvalho (Chelo), Fernando Pinto (Nandi Pinto) de Lém Lopes, entre outros rapazes da praça.

Mas nessa época o que estava na voga mesmo, era o desporto-rei, tanto mais que os talentosos craques da bola não deixaram se levar pelo pugilismo; os seus créditos não ficaram em mãos alheias.

Assim, o Sr. Augusto Cabral percebeu que seria mais vantajosa a projecção das potencialidades que havia em futebol daquelas que havia no pugilismo. Fundou uma associação desportiva chamada “Club North Team” para competir com as grandes equipas da capital. Com tantas derrotas sofridas, quase sem apoios, os jogadores desmotivaram-se e a equipa acabou por desmoronar-se.

Mesmo assim, o treinador não baixou os braços. Em 1949, “Nho Pachinho” passou a apoiar uma equipa fundada em 1948 por alguns veteranos nomeadamente: António Cabral (Ntony Denti D’ Oro), Domingos Vaz de Carvalho (Chelo) que jogava a guarda-redes, defesa e depois passou a locutor usando um altifalante de pilhas; Joaquim Mendonça, Tchico Lacha, Abraão Leal (Lulu Barreto) que era guarda-redes, Rodrigo de João Garrido, Nicolau Vaz de Carvalho (Culau di Nha de Sena ou Culau de Gina), Mário (Mário Djondalia de João Garrido), entre outros.

Em 1952, o Sr. Augusto Cabral (Pachinho) quis oficializar essa equipa com o nome da equipa criada anteriormente “Club North Team” mas, os serviços do Cartório Notarial não quiseram aceitar esse nome estrangeiro. Nesta caso, sendo ele de João Garrido, decidiu então registar a equipa como: “Associação Cultural e Desportiva os Garridos de S. Domingos”.

Assim, em 29 de Maio de 1954, a criação da “Associação Cultural e Desportiva os Garridos de S. Domingos” foi publicada no Boletim Oficial, passando a ser a primeira equipa federada no interior da Ilha de Santiago.

Depois da sua federação, realizou o seu primeiro grande jogo defrontando os Travadores da Praia, tendo sofrido uma pesada goleada de 20 a 0 (Vinte a Zero!). Mas, desta vez, não caíram no desânimo. Reforçaram as horas de treino, corrigiram os erros cometidos e prosseguiram com os jogos tanto na Praia como no interior da ilha de Santiago nomeadamente: São Lourenço dos Órgãos, Santa Catarina, Tarrafal, São Miguel e Santa Cruz, com resultados bastante animadores.

Depois da Independência nacional outros nomes marcaram também o futebol em São Domingos, nomeadamente os senhores Joaquim Soares de Carvalho (Djoca Soares) e Fulgêncio da Circuncisão Lopes Tavares (Ano Nobo) como presidentes da equipa “Andorinha”. O actual campo de Nora, que é um dos melhores pelados do interior da Ilha de Santiago, foi construído sob a iniciativa do Sr. Djoca Soares. Além do clube “Andorinha” também havia o Belenenses e Boca Júnior que movimentaram a juventude da época pós Independência.

Uma outra modalidade desportiva que marcou São Domingos depois da Independência Nacional é a de arte marcial o Karaté. Havia praticantes de Karaté em Milho Branco, Chaminé e João Garrido, terra de Renato de Mocho Soares, radicado em Portugal, um karateca com elevado grau em arte marcial. Os Garridos já tiveram jogadores com palmarés internacionais como são os casos de Alberto Mendes, ”Rubom”, de Ribeirão Chiqueiro e Carlos Alberto Pereira “Káká” de João Garrido que chegou a jogar em Portugal.

Hoje, Os Garridos jogam na divisão principal do futebol em Santiago Sul, depois de se ter sagrado campeão da segunda divisão no ano passado.

Aquando da criação da Câmara Municipal de São Domingos, através da lei n.º 96/IV/93, de 13 de Dezembro, em termos de infra-estruturas desportivas, havia nas duas freguesias que constituem o Concelho de São Domingos: 5 (Cinco) campos de futebol e 1 (um) polivalente.

Agora, 21 anos depois, temos 6 (seius) placas desportivas, mais dois em fase de conclusão e um polivalente em Várzea da Igreja.

Com a construção dessas infra-estruturas e promoção da prática desportiva pela Câmara Municipal, houve um grande dinamismo desportivo no Concelho em diversas modalidades. Para além do futebol, destaca-se o andebol.

A autarquia incentivou as equipas desportivas com distribuição de equipamentos, bolas de Futsal, Basquetebol e Futebol de 11. As equipas foram apoiadas financeiramente, com troféus e transporte para actividades desportivas em quase todos os municípios da Ilha de Santiago. Nas épocas festivas e de torneios o município tem estado a organizar, partidas de futebol, andebol, Futsal, torneios de cartas, oril, damas, xadrez, corridas de atletismo, ciclismo, natação, fragata e até hipismo. Pela primeira vez a equipa de Andebol feminino participou no campeonato regional de Santiago Sul onde a Equipa representante de São Domingos foi campeã em dois anos consecutivos, no escalão júnior.

No âmbito da cooperação a equipa do Gil Vicente, já visitou a Câmara Municipal de São Domingos e em parceria com a RI Sports, a equipa de Futsal do Benfica, ma altura campeã da modalidade e Eusébio (Pantera Negra) visitaram a edilidade e realizara uma pequena demonstração da modalidade futebolística com uma equipa de crianças no polivalente da Várzea da Igreja.

O grande desafio que São Domingos tem pela frente no domínio de infra-estruturação desportiva é a construção do Estádio de Nora. O projecto já foi aprovado pela Assembleia Municipal, trata-se dum complexo desportivo moderno com campo de futebol de relva sintética com as características técnicas exigidas pela FIFA, pista de atletismo de 400 metros, bancadas com 10 filas para 1960 espectadores e um edifício de apoio integrado na bancada.

Ao nível do rés-do-chão vai haver dois espaços distintos constituídos por: balneários, cabine dos árbitros com apoios sanitários e duches diferenciados por sexo, um sanitário à entrada, arrecadação de material desportivo, arrecadação de limpeza, compartimento para equipamento mecânico de aquecimento de águas e ainda serviços de apoio.

No piso superior teremos o camarote com um pequeno bar de apoio e instalações sanitárias para ambos os sexos. Na zona de apoio vai ter três balneários (para duas equipas e a de arbitragem), quatro instalações sanitárias para indivíduos de ambos os sexos, duas salas multiusos, sala de convívio com bar de apoio, duas bilheteiras, átrio de entrada ou “foyer”, zonas de arrecadação/arrumos, gabinetes e áreas técnicas.

Toda a engenharia financeira para a construção do estádio está a ser montada e na fase final, com algumas instituições financeiras, para que dentro de pouco tempo a obra possa arrancar, para a felicidade dos nossos jovens, dos desportistas, mas também da actual equipa camarária que há muito tempo almejava ter um estádio municipal com relva sintética e pista de atletismo, contribuindo desta forma para que São Domingos continue a deixar a sua marca no desporto santiaguense, principalmente nas modalidades de futebol, atletismo e andebol. Essa edificação será feita por fases como o primado do arrelvamento do pelado e balneários de apoio às actividades desportivas.

Antes do início das obras de arrelvamento do Estádio de Nora é urgente a construção de alguns campos de terra batida em várias localidades para descentralizar a prática do desporto e poupança na utilização dos relvados. Além desse estádio relvado na freguesia de São Nicolau Tolentino, há necessidade de um campo relvado na Freguesia de Nossa Senhora da Luz e, é necessário aproveitamento de sinergia com o Município da Praia na utilização e rentabilização de infra-estruturas desportivas como: Gino Desportivo, Estádio da Várzea, entre outros campos relvados da Capital, bem como o futuro Estádio Nacional que está mais próximo de São Domingos.

EDUCAÇÃO

Desde a sua criação, há quase 21 anos, a Câmara Municipal de S. Domingos tem vindo a apostar no investimento na Educação, ciente da importância da sustentabilidade social e humana que o sector representa para um futuro risonho do concelho. Um grande esforço vem sendo feito na melhoria das ofertas e apoios para a aprendizagem profissional, da educação especial e a todos os níveis.

Os jardins infantis continuam a funcionar em todas localidades com sucesso. A Câmara Municipal continua a transportar diariamente cerca de 1700 alunos do ensino secundário com apoio da ONG Djunta-Mon, o que representa um investimento incalculável da Autarquia e poupança na ordem das dezenas de contos/ano, às famílias.

Estabelecimentos de Ensino do Pré-Escolar no Concelho de São Domingos

30 Jardins Infantis Municipais, espalhados pelas diversas localidades do Concelho

A Câmara Municipal de São Domingos mantém esses Jardins a funcionar com um total de 46 Monitoras efectivas e 3 substitutas.

Existe ainda, no Concelho, um Jardim Infantil da Aldeia Infantil SOS de São Domingos, em Ribeirão Chiqueiro. Em termos do EBI, existe no Concelho cerca 28 escolas, divididas em 10 Pólos Educativos, sob a Coordenação da Delegação Escolar de São Domingos, espalhados pelas duas freguesias do concelho. Existe também uma Delegação Concelhia de Alfabetização e Educação de Adultos (EBA), em Cutelo Branco, onde jovens e adultos fora dos outros sistemas de educação estudam até ao 8º ano de escolaridade.

Em termos do Ensino Secundário existe apenas a Escola Secundária Fulgêncio Tavares.

A nível da Formação Profissional existe a Escola de Formação Profissional da Variante, sob a tutela do IEFP.

TURISMO

 

O Concelho apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento da prática do turismo a vários níveis. São largos os espaços para exploração turística, quer balnear, de montanha, rural, desportivo, religioso ou mesmo científico, como é o caso de Ribeirão de Cal, onde se encontra uma gruta com alto valor científico, ainda muito pouco conhecida mesmo pelos cabo-verdianos, ela que é uma das Maravilhas de São Domingos. Mas no concelho podemos encontrar várias achadas, como Mitra, Vale da Custa, espaços esses com condições naturais para a construção de campos de golfe, cadeias de hotéis, ou mesmo Móia-Móia, local alternativo escolhido pelas autoridades do país para a construção de um futuro aeroporto internacional, com dignidade para a ilha de Santiago.

Na localidade de Praia Baixo, localizada a 10 Km da Sede do Concelho e a 20 Km da Cidade da Praia, existe uma praia extensa, classificada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP) como a máxima pontuação (A), classificação essa apenas atribuída ao Tarrafal, na ilha de Santiago, devido á segurança e beleza que pode proporcionar aos banhistas. Essa localidade dispõe de uma unidade hoteleira, o “ApartHotel Praia Baixo”, com 8 apartamentos e 4 quartos.

Mas existem outras praias como as de Mangue, e Prainha em S. Francisco, na fronteira com o concelho da Praia que conheceu maior dinâmica de desenvolvimento turístico tem acontecido à volta da Praia de São Francisco, que acolhe o SAMBALA Village um dos maiores resorts dessa natureza no país, com 450 quartos. São Domingos apresenta ainda vocação para a afirmação do turismo de montanha na localidade de Rui Vaz, dispondo de um ecossistema próprio (microclima e cobertura vegetal). Essa comunidade dispõe de uma infraestrutura hoteleira, a Quinta da Montanha, que disponibiliza 26 quartos e um excelente restaurante.

Por outro lado, existem oportunidades de crescimento desta actividade económica, tendo em conta a posição geo-estratégica do Concelho, a sua proximidade à cidade da Praia e facilidade de acesso aos demais Concelhos do interior da Ilha de Santiago.

7 MARAVILHAS

Os vencedores do Concurso realizado em S. Domingos foram os seguintes, conforme as categorias:

 

Monte Bidela Parede de Nhordés (de Deus) Gruta de Ribeirão de Cal Baía de Alcatrazes Praia de Praia Baixo Fósseis Dunares de Móia-Móia Perímetro Florestal de Curralinho

FESTAS POPULARES

Festas de Romaria e Cultura Musical

São Domingos tem um calendário relativamente vasto de Festas de Romaria, envolvendo vários Santos Padroeiros, pelo que se revelou pouco consensual a escolha de um para ser o dia do Município. Curiosamente, esse calendário não inclui um dia de São Domingos! Por isso, na sequência dos resultados de uma consulta popular, o dia 13 de Março, dia do empossamento da sua Comissão Instaladora, foi oficialmente consagrado dia do Município de São Domingos.

É por isso, feriado municipal, com festa rija em todo o Concelho, mas também com uma sessão solene no Paços do Concelho, na Várzea da Igreja, situada na Freguesia de S. Nicolau Tolentino. Efectivamente, a tradição de festas populares, associadas às Romarias, fazem de São Domingos um dos lugares mais visitados na ilha de Santiago. O calendário anual dessas festas inclui:

2 de Fevereiro: A Virgem das Candeias ou Candelária, também conhecida como a Festa de Fevereiro de São Domingos;

13 de Maio: Nossa Senhora de Fátima, celebrada pela comunidade de Milho Branco;

Último domingo de Junho: Nossa Senhora da Estrela-do-Mar na comunidade de Praia-Baixo, na orla marítima;

8 de Setembro: Nossa Senhora da Luz, Santa Padroeira da Freguesia do mesmo nome, com sede na Baía de Alcatrazes;

10 de Setembro: Dia de São Nicolau Tolentino, Santo Padroeiro da Freguesia do mesmo nome, cuja sede é a cidade de São Domingos;

27 de Outubro: Nossa Senhora do Socorro, festejada pela comunidade de Loura;

São Domingos é, por outro lado, concelho-berço de alguns nomes sonantes da cultura musical cabo-verdiana, tais como Fulgêncio Tavares (Ano Nobo); Gregório Vaz (Codé di Dona), António Vaz Cabral (N'Toni Denti D'Oru), Pedro Mendes Sanches Robalo (Manu Mendi), sendo, por isso, um palco cultural por excelência. Os seguidores desses percursores mantêm uma cultura viva com grupos culturais de grande actividade, tanto em Praia Baixo, como em Água de Gato, Várzea da Igreja, Rui Vaz ou Loura, entre outros.

O dinamismo destes grupos demonstra o potencial do turismo rural que o Concelho pode proporcionar, nas diversas comunidades. O enquadramento das aldeias num programado roteiro turístico, com a promoção das manifestações tradicionais, como a música, o teatro e a culinária, são aspectos fundamentais, das potencialidades do Município que o tornam num dos pontos mais atractivos da ilha.

APOIO AO EMIGRANTE

Deve ser uma página onde os emigrantes possam colocar as suas questões. O nosso gabinete irá responder.

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